Diferença entre fotografia e imagem

Diferença entre fotografia e imagem

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Introdução

É extremamente comum ouvir pessoas falando a palavra imagem quando estão se referindo a fotografias. Mesmo em artigos técnicos, aqui mesmo na Vysual SC ou em livros de fotografia, a palavra imagem é constantemente utilizada.

Algumas pessoas podem ficar confusas e por isso decidimos criar este artigo para esclarecer qual é a diferença entre fotografia e imagem.

Para entender melhor a diferença entre ambas, temos primeiro que compreender a definição de o que é imagem e o que é fotografia.

 

Definição: O que é imagem?

Imagem pode ser definida como uma representação visual de alguma coisa, seja real ou não, como por exemplo uma pintura, um desenho, um esboço. Alguns artistas criam pinturas de paisagens fantásticas, lugares inexistentes, enquanto outros retratam com fidelidade a face de uma pessoa. Sendo cenas ou objetos reais ou irreais, todos podem ser chamados de imagens.

Uma imagem também pode ser definida como a luz produzida e projetada na tela da televisão ou um monitor de computador, por exemplo, ou até mesmo na tela da sua câmera e do seu celular.

Quando você se olha no espelho você vê a sua imagem, e quando você vê o reflexo em uma colher, você também está vendo uma imagem.

Uma estátua também pode ser considerada uma imagem. No fim das contas, podemos dizer que a estátua é a imagem de uma pessoa, por exemplo.

Além disso, devemos frisar que toda fotografia é uma imagem também. Portanto não é errado nos referirmos à fotografia usando a palavra imagem.

O esquema de conjuntos abaixo é uma figura que demonstra que nem toda imagem é uma fotografia, mas toda fotografia é uma imagem.

 

Definição: O que é fotografia

Fotografia é uma imagem produzida através de uma câmera fotográfica. Qualquer imagem gerada por qualquer câmera, seja a mais básica câmera obscura ou a câmera mais avançada, tanto captada digitalmente quanto em filme, pode ser chamada de fotografia.

Fotografias são feitas a partir de imagens

Objetos reais à nossa volta refletem luz. Quando fotografamos, esta luz é captada pelo sensor da câmera e gera uma fotografia.

Antes de atingir o sensor da câmera, os raios de luz passam por um conjunto de lentes, que causam distorções e são desviados para criar uma imagem invertida que é projetada no sensor:

 

Quando fotografias deixam de ser fotografias e passam a ser apenas uma imagem

Este é um assunto complicado, que deixa muita abertura para discussões e desentendimentos entre fotógrafos.

Qual é o limite de pós-processamento em que uma fotografia perde o status de fotografia? Não existe uma resposta única para esta pergunta. Este limite depende da opinião pessoal de cada um. Em concursos de fotografia geralmente estes limites estão bem definidos para cada categoria aberta.

Nós  identificamos duas correntes de pensamentos, que têm opiniões divergentes sobre os limites entre o que é fotografia e o que é uma imagem.

Decidimos nomeá-las Puristas e Visuais.

Obviamente, nem todos precisam seguir à risca a corrente dos puristas ou a dos visuais. A maioria das pessoas não é tão extrema e tem a sua opinião concordante em partes com ambas as correntes.

 

Corrente 1: Puristas

Para os puristas, o limite entre fotografia e imagem é muito claro: Se a fotografia passou por qualquer processo de pós-processamento que a tenha modificado, mesmo que só um pouco, esta foto passa a ser uma imagem.

Por exemplo, para os puristas, mesmo que apenas as cores ou contraste tenham sido modificados, a fotografia já deixa de ser fotografia e passa a ser uma imagem apenas.

Para os puristas, fotos HDR ou de múltiplas exposições são imagens e não fotografias. Isto porque, no processo de gerar uma imagem final, duas ou mais fotografias foram combinadas em uma só.

É o mesmo caso para fotografias tipo panorâmicas, em que duas ou mais fotografias foram colocadas lado a lado para gerar uma única imagem final.

Da mesma forma, se alguma parte da fotografia for alterada para remoção ou adição de algum elemento, mesmo que o resultado final seja realista, a imagem não será mais uma fotografia para um purista.

Contudo, como para um purista, a diferença entre fotografia e imagem está no pós-processamento, uma imagem não editada que mostre algo surreal (como um fisiograma), um light painting ou algo que o olho humano nunca seria capaz de ver (como um panning ou algum outro tipo de exposição longa) ainda é considerada uma fotografia.

 

Corrente 2: Visuais

Para os que seguem a corrente visual, o pós-processamento não importa. O que realmente importa é se a imagem final mostra algo que é real (ou poderia ser real). A diferença entre fotografia e imagem então fica restrita à resposta da seguinte pergunta:

Esta imagem aparenta ser real, mostrando algo que meus olhos conseguiriam ver na vida real? Se sim, então ela é uma fotografia. Se não, ela é apenas uma imagem.

Portanto, para as pessoas que seguem a corrente “visual”, uma imagem HDR que tenha uma aparência real é uma fotografia. Se as cores estiverem surreais, por exemplo, a imagem não seria considerada uma fotografia.

Além disso, unir várias fotografias em uma, para fazer uma imagem panorâmica não é um problema para os visuais. A imagem final, sendo real aos olhos do observador, pode ser considerada uma fotografia.

Outra grande diferença é que os seguidores da corrente visual não consideram como fotografia grande partes das imagens feitas por longa exposição ou as feitas com técnicas de light painting.

Contudo, os visuais têm melhor aceitação para remoção e adição de elementos em uma fotografia. Então, mesmo que a fotografia seja pós-processada para, por exemplo retirar as rugas do rosto de uma pessoa, se o resultado é real, então a imagem final é uma fotografia.

 

Contra-argumentos: diferença entre fotografia e imagem

Um dos contra-argumentos mais comuns utilizados pelos puristas é baseado na definição de fotografia em si: Como uma fotografia é uma imagem gerada por uma câmera fotográfica, mesmo que ela mostre uma composição surreal, ela ainda sim é uma foto.

Por outro lado, os visuais são contra os puristas não aceitarem certas imagens pós-processadas como fotografia. Os visuais argumentam que muitas vezes é difícil identificar se uma fotografia foi pós-processada. Então, puristas acabam sendo de certa forma “enganados”, não tendo como saber se a imagem passou ou não por algum pós-processamento. Os puristas dependem de informações que muitas vezes não têm acesso. Para diferenciar uma fotografia de uma imagem, eles precisam saber as técnicas utilizadas pelo fotógrafo, e nem sempre elas estão disponíveis. Os visuais, então, têm uma vantagem neste ponto, pois para eles basta olhar a imagem ou fotografia que já podem identificá-la.

Veja abaixo um exemplo de imagem formada a partir de duas fotografias. Ela pode ser considerada uma imagem tanto para a corrente dos puristas quanto para a dos visuais, pois teve pós-processamento e não parece ser real (claramente vemos que é uma colagem).

Fotojornalismo

É interessante ressaltar neste artigo, que apesar de aceito como fotografia por alguns, imagens pós-processadas, mesmo de aparência realista, costumam ser mal vistas no meio fotojornalístico.

Ao relatar fatos verídicos, as fotografias utilizadas para ilustrar uma matéria jornalística também precisam ser verídicas e não apenas “parecer reais”. Alterações de cores e detalhes e adição ou remoção de elementos de uma composição já colocaram muitos fotógrafos em maus lençóis.

Para exemplificar, vamos citar o caso de Brian Walski, fotojornalista do Los Angeles Times. Em 2003, quando estava cobrindo um conflito no Iraque, ele uniu duas fotografias em uma, aproveitando os melhores elementos de cada uma para criar uma composição mais impactante, e a imagem final foi publicada. Quando o Diretor de Fotografia do jornal descobriu que a fotografia não era “pura”, ou não era verdadeira, Walski foi demitido. Mas não foi sem muita polêmica. Veja as fotos aqui: Fotos Brian Walski – Invasão do Iraque

Há muitos outros casos polêmicos de manipulação de fotografias, e isto vem acontecendo continuamente até os dias de hoje. Diversas mídias impressas e virtuais, como jornais, revistas e websites de notícias, têm códigos de conduta estabelecendo limites ao pós-processamento de fotografias, de forma que seus leitores continuem confiando nas fotografias divulgadas por eles.

 

Para finalizar…

Reflita se você se identifica mais com a corrente dos puristas ou com a dos visuais. Se achar difícil, não escolha nenhuma – mas é sempre bom saber um pouco sobre elas, além de ter noção da(s) diferença(s) entre as duas.

 

Fonte: Camera Neon

 

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